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A origem étnica do homem do litoral catarinense é resultado de uma miscigenação entre indígenas, europeus, africanos e asiáticos.
Quando da descoberta do Brasil, a Ilha de Santa Catarina era habitada pelos índios Carijós. A partir de 1510 alguns espanhóis aportaram na ilha, usando-a como posto de abastecimento. Em seguida (1670) foi a vez dos paulistas de São Vicente, que aqui fundaram o povoado de Nossa Senhora do Desterro.
Quase um século depois (1748) desembarcaram os portugueses naturais do Arquipélago dos Açores. Desta maneira, os açorianos, índios e castelhanos já misturados, e poucos escravos formaram até as primeiras décadas do século XIX as bases étnicas da população ilhoa.
Após 1829, começam a chegar os alemães, italianos, poloneses e franceses. E no princípio do século XX é a vez dos libaneses e dos gregos.
Dentre todas essas raças predominam as características do homem açoriano seja no falar, trajar, rezar, sentir, simbolizar ou criar.
Assim, pode-se dizer que o homem ilhéu é resultante de um processo de misturas, homem simples, bondoso, religioso, poético, forte e destemido.
PEREIRA. Nereu do Vale. Contributo açoriano para a construção do mosaico cultural catarinense. Florianópolis: Papa-livro, 2003.
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