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| Praça da Alfândega |
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Artesanato
O artesanato é considerado uma manifestação popular quando a criação de objetos utilitários é feita manualmente, um a um, sem o auxílio de máquinas ou equipamentos motorizados. A técnica é passada de pai para filho, de geração a geração, por isso as formas são quase sempre repetitivas e se espalham por muitas regiões.
O artesão, em sua espontaneidade um tanto ingênua, leva para sua arte as crenças e tradições de sua gente, mostrando a ousadia da arte popular de sua localidade.
O artesanato catarinense se expressa através da produção de cestarias, balaios, trançados de fibras naturais, esculturas e entalhes em madeira, lã de ovelha, vidro em fogo e na fabricação artesanal de alimentos e licores. Em Florianópolis a cerâmica e a renda de bilro são as formas de artesanato mais divulgadas.
Renda de Bilro
A renda de bilro ou de almofadas surgiu no século XV na Itália. Anos depois chegou à França e aos centros produtivos de Portugal. Os imigrantes portugueses é que trouxeram este tipo de artesanato ao Brasil.
Os bilros são pequenas peças de madeira torneadas em formato de pêra e são manejados aos pares, simultaneamente. Além da renda de bilro são muito conhecidas na Ilha de Santa Catarina a renda de arco e a renda tramóia, executada em almofadas com 7 pares de bilros.
As rendeiras da Ilha executam trabalhos nos mais variados tipos e formatos, compondo peças de rara beleza que se assemelham a verdadeiras obras de arte.
Atualmente as mulheres que “trocam bilros” se concentram na Lagoa da Conceição, em Ribeirão da Ilha e em alguns pontos turísticos da cidade.
Cerâmica
As cerâmicas produzidas na Grande Florianópolis utilizam um sistema de fabricação idêntico ao usado nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, onde a modelagem é executada no torno do oleiro, que com uma habilidade incrível faz com que de suas mãos surjam os mais belos objetos de barro. Estes artistas natos podem ser apreciados pelos turistas em seu ofício, no município de São José, a 2 Km da praça da Igreja Matriz ou ainda na Casa Açoriana no Centro Histórico em frente à Catedral Metropolitana. (Fonte: SOARES, Doralécio. Aspectos do Folclore Catarinense. Ed. Do autor. 1970)
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